CONSEG
Monções Área
geográfica correspondente ao 96º DP da 2ª Seccional de Polícia Civil
e a 4ª Cia do 12º BPM/M da Polícia MilitarFone/fax:5044-7529 E-mail:conseg.moncoes@uol.com.br
Reunião 20 de fevereiro de 2004
Polícia
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Guarda Civil Metrop. Tel.: 3813-0106
CONSEG Monções
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HOMENAGEM
AO DIA DA POLÍCIA
DESTAQUE
DA REUNIÃO DE 20 ABRIL DE 2004
Presidente Durães parabeniza Shirlei Hepfner
psicóloga
do Núcleo de Apoio Jurídico e Psicossocial da 96ª DPP,
pelo seu discurso em homenagem ao dia da Policia Civil e Militar
(21
04 2004)
- Transcrito na integra abaixo
As
notícias diárias nos dão conta da Violência que se instalou na
vida cotidiana das pessoas, como um germe resistente a todas as
formas, vislumbradas pela sociedade, de combatê-lo. Ela está presente
nos ambientes de difíceis condições de vida e nos ambientes de
população abastada e rodeada pelos mais modernos sistemas de segurança;
está presente na conduta de pessoas encaminhadas desde a infância
ao mundo do crime e está presente na conduta de pessoas de boa
formação; está presente nas organizações criminosas e está presente
naquelas que se destinam a combatê-las.
Nesse
momento, em que vivemos tão intensamente e tão proximamente uma
relação direta com a violência, é hora de repensar os rumos sociais
e fazer uma auto-análise de como vivemos e como queremos viver
e quais as atitudes que queremos tomar.
O
Policiamento Comunitário vem como fruto de uma reflexão sobre
uma nova forma de ser Polícia, de atuar em parceria com a comunidade
em tempos tão difíceis e marcados pelo individualismo e pela lei
"do mais forte". Trata-se de uma solução de vanguarda que vem
redimensionar as relações sociais. O policial do futuro não pode
ser mais aquele "caça-bandidos" temido até mesmo pela população
inocente. Não pode mais permear suas ações com violência gratuita
no combate dessa mesma violência.
A
despeito das notícias e da imagem negativa do policial, tão propagada
pela mídia, encontramos aqui nesta comunidade uma preocupação
com um novo jeito de ser policial, civil e militar. Em ambas as
instituições que nos servem, 96ª Delegacia de Polícia Participativa
e 4ª Cia. da Polícia Militar, está presente uma filosofia que
busca valorizar o policial como ser humano - o que muitas vezes
nos fazem acreditar que não é - que, com qualidades e defeitos,
méritos e erros, é capaz de desenvolvimento profissional.
Na
filosofia do policiamento comunitário, é necessário um novo jeito
de ser policial, de tratar o policial, que tem de buscar alternativas
fora dos limites do militarismo, a filosofia que norteava sua
conduta até então. Aqui, se busca valorizar o homem e a qualidade
de suas relações com aqueles a quem serve. Busca-se estabelecer
boas relações com a comunidade da área de sua abrangência, numa
troca constante que permite um melhor aproveitamento do trabalho
e de condições para o desempenho de suas atividades.
Se
"nem tudo são flores", porque também não podemos ter uma visão
parcial e simplista, sabemos que ainda ocorrem problemas e há
necessidade de melhoramento. Muitas são as dificuldades do dia-a-dia
do policial que, na rua e na delegacia, não se defronta somente
com o perigo da criminalidade, mas também com a falta de recursos,
com uma auto-imagem depreciada, com a falta de valorização, com
uma política de carreira que nem sempre contempla seus esforços,
com a falta de apoio, muitas vezes até de familiares e amigos
que não compreendem sua decisão em atuar numa profissão que transmite
a sensação de "nadar contra a maré".
Nesse
meio, vai, no dia-a-dia, atuando heroicamente nosso policial.
Heroicamente, não porque contabiliza bandidos presos ou mortos,
mas porque consegue sobreviver enquanto profissional e enquanto
ser humano numa realidade adversa e que tem pouca compreensão
por parte do meio social. Com este policial, nós, profissionais
de outras áreas que atuam junto a estas instituições, aprendemos
muito! Pudemos, no convívio do dia-a-dia, adquirir um novo olhar
sobre a polícia e para a polícia! Tem sido uma experiência enriquecedora,
daquelas que marcam as pessoas para as suas vidas, de forma que,
foi nossa intenção compartilhar aqui o que percebemos de forma
diferenciada.
Amanhã,
dia 21 de abril, comemora-se também o dia da polícia. A maioria
de nós não sabe. Eu não sabia, até há bem pouco tempo atrás! Onde
estão as homenagens a este profissional, que exerce uma das profissões
mais necessárias - e mais difíceis - para o convívio social? Talvez
algumas pessoas dissessem: "não há nada que homenagear! A violência
está sempre aumentando mais, não há um combate eficaz, a corrupção
está sempre presente!" Sim, não há nenhuma mentira nisso! Mas,
de outro lado, temos um ser humano comum, um pai ou mãe de família,
um profissional, que, talvez, tenha que acordar às 5h da manhã
- assim como tantos - atravessar toda a cidade - às vezes, tenso,
porque, se reconhecida sua identidade profissional, correria risco
de vida - para uma jornada de trabalho dura, difícil, onde terá
que conviver com o lado pior do ser humano, onde terá que se defrontar
com cenas de violência e morte contra pessoas comuns - que o levariam
a pensar que ali poderia ser sua esposa ou seu filho -, que terá
de enfrentar a culpa de não ter chegado a tempo para impedir o
assassinato de uma vítima de seqüestro, que sofrerá pela morosidade
de uma justiça que, muitas vezes, liberta aquele criminoso que
ele, o policial, teve tantas dificuldades de prender; este profissional,
além disso, irá deparar-se com a falta de recursos que, muitas
vezes, fazem-no mexer no seu próprio bolso para efetuar uma ligação
avisando de uma ocorrência, para usar um uniforme apresentável,
ou mesmo, para comprar canetas e papéis, tão necessários para
o desempenho de sua função.
Sim, este profissional merece uma homenagem pelo seu dia! E, mais,
merece o nosso reconhecimento! Merece o reconhecimento de seus
superiores pelo seu empenho em trabalhar em condições tão adversas.
Merece o reconhecimento da sua comunidade por exercer seu trabalho,
colocando sua própria vida em risco no intuito de proteger o cidadão.
E merece que seja mais valorizado pela população, enquanto profissional
e enquanto ser humano, passível de todas qualidades e defeitos,
como qualquer outro.
Nós,
profissionais e estagiários das áreas de Direito, Psicologia e
Serviço Social, queremos, usando este espaço que nos foi concedido
tão gentilmente pelo CONSEG, fazer nossa homenagem pública a esses
tão valorosos profissionais e firmar aqui nosso compromisso de
nos empenhar pela sua valorização profissional.
Parabéns a todos os profissionais das polícias
civil e militar!
Beatriz Pardi Sub Prefeita explicando
o
andamento dos ofícios e queixas de
responsabilidade da Prefeitura,
e levando novas denúncias
para serem investigadas,
com soluções para a
próxima reunião.
Os
CONSEGs ( Conselhos Comunitários de Segurança) são formados
por voluntários, pessoas do mesmo bairro ou município, que
se reúnem para discutir e analisar, planejar e acompanhar
a solução de seus problemas comunitários de segurança, desenvolver
campanhas educativas e estreitar laços de entendimento e
cooperação entre as várias lideranças locais. Cada Conselho
é uma entidade de apoio à Polícia Estadual nas relações
comunitárias, e se vinculam, por adesão, às diretrizes emanadas
da Secretaria de Segurança Pública, por intermédio do Coordenador
Estadual para Assuntos dos Conselhos Comunitários de Segurança.
As reuniões ordinárias de cada Conselho são mensais, realizadas
normalmente no período noturno, em imóveis de uso comunitário,
segundo uma agenda definida por período anual. A Secretaria
de Segurança Pública tem como representantes, em cada CONSEG,
o Comandante da Polícia Militar da área e o Delegado de
Polícia Titular do correspondente Distrito Policial. Sua
legitimidade tem sido reconhecida pelas várias esferas de
Governo e por institutos independentes, o que permite afirmar
que os CONSEGs representam, hoje, a mais ampla, sólida,
duradoura e bem sucedida iniciativa de Polícia orientada
para a comunidade em curso no Brasil.
Maiores
informações podem ser obtidas na Internet através do site
: www.seguranca.sp.gov.br ou diretamente na Coordenadoria
Estadual dos CONSEGs pelos telefones : 3291-6586 , 3291-6587
, 3291-6588 ou 3291-6589