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Reunião 20 de fevereiro de 2004

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HOMENAGEM AO DIA DA POLÍCIA



DESTAQUE DA REUNIÃO DE 20 ABRIL DE 2004
Presidente Durães parabeniza Shirlei Hepfner
psicóloga do Núcleo de Apoio Jurídico e Psicossocial da 96ª DPP,
pelo seu discurso em homenagem ao dia da Policia Civil e Militar
(21 04 2004) - Transcrito na integra abaixo

 

As notícias diárias nos dão conta da Violência que se instalou na vida cotidiana das pessoas, como um germe resistente a todas as formas, vislumbradas pela sociedade, de combatê-lo. Ela está presente nos ambientes de difíceis condições de vida e nos ambientes de população abastada e rodeada pelos mais modernos sistemas de segurança; está presente na conduta de pessoas encaminhadas desde a infância ao mundo do crime e está presente na conduta de pessoas de boa formação; está presente nas organizações criminosas e está presente naquelas que se destinam a combatê-las.

Nesse momento, em que vivemos tão intensamente e tão proximamente uma relação direta com a violência, é hora de repensar os rumos sociais e fazer uma auto-análise de como vivemos e como queremos viver e quais as atitudes que queremos tomar.

O Policiamento Comunitário vem como fruto de uma reflexão sobre uma nova forma de ser Polícia, de atuar em parceria com a comunidade em tempos tão difíceis e marcados pelo individualismo e pela lei "do mais forte". Trata-se de uma solução de vanguarda que vem redimensionar as relações sociais. O policial do futuro não pode ser mais aquele "caça-bandidos" temido até mesmo pela população inocente. Não pode mais permear suas ações com violência gratuita no combate dessa mesma violência.

A despeito das notícias e da imagem negativa do policial, tão propagada pela mídia, encontramos aqui nesta comunidade uma preocupação com um novo jeito de ser policial, civil e militar. Em ambas as instituições que nos servem, 96ª Delegacia de Polícia Participativa e 4ª Cia. da Polícia Militar, está presente uma filosofia que busca valorizar o policial como ser humano - o que muitas vezes nos fazem acreditar que não é - que, com qualidades e defeitos, méritos e erros, é capaz de desenvolvimento profissional.

Na filosofia do policiamento comunitário, é necessário um novo jeito de ser policial, de tratar o policial, que tem de buscar alternativas fora dos limites do militarismo, a filosofia que norteava sua conduta até então. Aqui, se busca valorizar o homem e a qualidade de suas relações com aqueles a quem serve. Busca-se estabelecer boas relações com a comunidade da área de sua abrangência, numa troca constante que permite um melhor aproveitamento do trabalho e de condições para o desempenho de suas atividades.

Se "nem tudo são flores", porque também não podemos ter uma visão parcial e simplista, sabemos que ainda ocorrem problemas e há necessidade de melhoramento. Muitas são as dificuldades do dia-a-dia do policial que, na rua e na delegacia, não se defronta somente com o perigo da criminalidade, mas também com a falta de recursos, com uma auto-imagem depreciada, com a falta de valorização, com uma política de carreira que nem sempre contempla seus esforços, com a falta de apoio, muitas vezes até de familiares e amigos que não compreendem sua decisão em atuar numa profissão que transmite a sensação de "nadar contra a maré".

Nesse meio, vai, no dia-a-dia, atuando heroicamente nosso policial. Heroicamente, não porque contabiliza bandidos presos ou mortos, mas porque consegue sobreviver enquanto profissional e enquanto ser humano numa realidade adversa e que tem pouca compreensão por parte do meio social. Com este policial, nós, profissionais de outras áreas que atuam junto a estas instituições, aprendemos muito! Pudemos, no convívio do dia-a-dia, adquirir um novo olhar sobre a polícia e para a polícia! Tem sido uma experiência enriquecedora, daquelas que marcam as pessoas para as suas vidas, de forma que, foi nossa intenção compartilhar aqui o que percebemos de forma diferenciada.

Amanhã, dia 21 de abril, comemora-se também o dia da polícia. A maioria de nós não sabe. Eu não sabia, até há bem pouco tempo atrás! Onde estão as homenagens a este profissional, que exerce uma das profissões mais necessárias - e mais difíceis - para o convívio social? Talvez algumas pessoas dissessem: "não há nada que homenagear! A violência está sempre aumentando mais, não há um combate eficaz, a corrupção está sempre presente!" Sim, não há nenhuma mentira nisso! Mas, de outro lado, temos um ser humano comum, um pai ou mãe de família, um profissional, que, talvez, tenha que acordar às 5h da manhã - assim como tantos - atravessar toda a cidade - às vezes, tenso, porque, se reconhecida sua identidade profissional, correria risco de vida - para uma jornada de trabalho dura, difícil, onde terá que conviver com o lado pior do ser humano, onde terá que se defrontar com cenas de violência e morte contra pessoas comuns - que o levariam a pensar que ali poderia ser sua esposa ou seu filho -, que terá de enfrentar a culpa de não ter chegado a tempo para impedir o assassinato de uma vítima de seqüestro, que sofrerá pela morosidade de uma justiça que, muitas vezes, liberta aquele criminoso que ele, o policial, teve tantas dificuldades de prender; este profissional, além disso, irá deparar-se com a falta de recursos que, muitas vezes, fazem-no mexer no seu próprio bolso para efetuar uma ligação avisando de uma ocorrência, para usar um uniforme apresentável, ou mesmo, para comprar canetas e papéis, tão necessários para o desempenho de sua função.

Sim, este profissional merece uma homenagem pelo seu dia! E, mais, merece o nosso reconhecimento! Merece o reconhecimento de seus superiores pelo seu empenho em trabalhar em condições tão adversas. Merece o reconhecimento da sua comunidade por exercer seu trabalho, colocando sua própria vida em risco no intuito de proteger o cidadão. E merece que seja mais valorizado pela população, enquanto profissional e enquanto ser humano, passível de todas qualidades e defeitos, como qualquer outro.

Nós, profissionais e estagiários das áreas de Direito, Psicologia e Serviço Social, queremos, usando este espaço que nos foi concedido tão gentilmente pelo CONSEG, fazer nossa homenagem pública a esses tão valorosos profissionais e firmar aqui nosso compromisso de nos empenhar pela sua valorização profissional.
Parabéns a todos os profissionais das polícias civil e militar!



 



 







Beatriz Pardi Sub Prefeita explicando o
andamento dos ofícios e queixas de
responsabilidade da Prefeitura,
e levando novas denúncias
para serem investigadas,
com soluções para a
próxima reunião.

 





Os CONSEGs ( Conselhos Comunitários de Segurança) são formados por voluntários, pessoas do mesmo bairro ou município, que se reúnem para discutir e analisar, planejar e acompanhar a solução de seus problemas comunitários de segurança, desenvolver campanhas educativas e estreitar laços de entendimento e cooperação entre as várias lideranças locais. Cada Conselho é uma entidade de apoio à Polícia Estadual nas relações comunitárias, e se vinculam, por adesão, às diretrizes emanadas da Secretaria de Segurança Pública, por intermédio do Coordenador Estadual para Assuntos dos Conselhos Comunitários de Segurança. As reuniões ordinárias de cada Conselho são mensais, realizadas normalmente no período noturno, em imóveis de uso comunitário, segundo uma agenda definida por período anual. A Secretaria de Segurança Pública tem como representantes, em cada CONSEG, o Comandante da Polícia Militar da área e o Delegado de Polícia Titular do correspondente Distrito Policial. Sua legitimidade tem sido reconhecida pelas várias esferas de Governo e por institutos independentes, o que permite afirmar que os CONSEGs representam, hoje, a mais ampla, sólida, duradoura e bem sucedida iniciativa de Polícia orientada para a comunidade em curso no Brasil.

Maiores informações podem ser obtidas na Internet através do site : www.seguranca.sp.gov.br ou diretamente na Coordenadoria Estadual dos CONSEGs pelos telefones : 3291-6586 , 3291-6587 , 3291-6588 ou 3291-6589

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