Na
foto acima efetuamos uma montagem tentando mostrar como o bairro
da Vila Olímpia começou com suas chácaras,
passando para a construção de residências
e por fim a evolução constante dos prédios
nos últimos 16 anos.
A
força da imagem;
Há doze anos atrás só existiam alguns poucos
prédios no nosso bairro. PORTAL "WWW.BAIRROVILAOLIMPIA.COM.BR"
No
início do século XX, a Vila Olímpia era formada
por chácaras na parte alta (próximo à Av. Sto. Amaro e Av. dos Bandeirantes) e terrenos
alagados na parte baixa (próximo à Av. Nações Unidas e Av. Pres.
Juscelino Kubitschek).
Na década de 30, algumas dessas chácaras foram loteadas e, além de campo
de futebol, surgiram as primeiras construções, residências, galpões/armazéns
e etc.
Naquele tempo, as ruas eram identificadas por números e, em 1937 quando
a entidade "Casa do Ator" construiu sua sede no nº 275, passou a ter
o nome "Rua Casa do Ator", entidade esta que abrigava artistas aposentados.,(chegou
a abrigar 80 artistas) funcionando até o início da
década de 80.
A Vila Olímpia continuou a progredir com residências, pequenos prédios,
comércio e indústrias nas partes altas e baixas.
Em 1973, a Faculdade de Comunicação Social Anhembi mudou da Rua Humaitá (região próxima à Av. Brigadeiro Luis Antonio próximo do Centro),
para a Rua Casa do Ator e, hoje, com mais de 8 unidades espalhadas pelas
Ruas "Quatá", "Casa do Ator" e "Cardoso
de Melo", tornou-se uma Universidade. (veja
mapa aqui)
Na parte baixa, indústrias de médio e grande porte se utilizavam das
grandes áreas e tentavam se defender das constantes enchentes, edificando
suas fábricas e depósitos com pisos elevados em um ou dois metros acima
do solo. Como exemplo, podemos citar: a Gelatto, a extinta Phebo (vendida
para a Procter & Gamble), Curt Laboratórios e muitas outras, isto
tudo acontecia nos anos 70 e início dos anos 80.
Em 1990, grandes projetos foram realizados pela Prefeitura: a Av. Nova
Faria Lima e a Av. Hélio Pellegrino tornaram o acesso à Vila muito mais
fácil, e nos dias de hoje
(2004) estão melhorando ainda mais o acesso e passagem pela Vila
com o alargamento da rua (39 metros) e ligação da Vila
Olímpia com o Brooklin através do eixo: Av. Nova Faria
Lima, Elvira Ferraz, Olímpiadas, Gomes de Carvalho, Funchal -
Berrini.
Mas,
foi a partir de 1993/1995, com as obras básicas de alargamento dos rios
Uberaba e Uberabinha (obras subterrâneas) que o grande "Boom"
teve o seu início.
A Vila Olímpia, calma e silenciosa, passou a ouvir os "bate estacas"
por todos o lados, da constante construção de prédios
comerciais que não param de ser construidos, gerando empregos
para mais de 30mil pessoas e transito para mais de 70 mil pessoas que
se utilizam da Vila Olímpia, isto somente na parte baixa.
A valorização dos imóveis, em função de não mais existir os freqüentes
alagamentos, foi tamanha, que os proprietários não resistiram ao barulho
dos bate estacas e às ofertas tentadoras de compra de seus imóveis.
Desde então, mais de 190 prédios de pequeno, médio e grande porte foram
construidos ou reformados em tempo recorde, podendo abrigar mais de
70.000 pessoas e gerar uma circulação de mais de 120.000 pessoas nas
áreas comerciais, residenciais e culturais. (dados
referente a parte baixa e alta da Vila Olímpia)
Empresas mistas como a Telesp/Telefonica, notando este desenvolvimento,
investiram de maneira massiva, procurando dar recursos com tecnologia
de ponta, atendendo às necessidades para a construção dos famosos "prédios
inteligentes" (fibra ótica).
A fibra ótica e os prédios inteligentes atrairam nos anos
de 1999 à 2002 diversas empresas de internet que fizeram com
que a Vila Olímpia recebesse o apelido de Vila do Silício.
Posterior muitas dessas empresas se mudaram ou fecharam dando lugar
para novas empresas de porte de ramos diversificados.
Indústrias que ocupavam grandes áreas deixaram de existir para se tornarem
"as megas casas de shows e eventos", como o Tom Brasil e a Via Funchal,
isto em 1998 e hoje em dia já estão também sendo
ameaçadas por mega empreendimentos e principalmente pela falta
de estacionamento que está se tornando raro na Vila Olímpia.
Casas noturnas, bares e danceterias surgiram em locais antes ocupados
por fábricas de médio porte. Grandes áreas viraram estacionamentos para
atender à grande demanda. Campo de futebol virou condomínio com torres
imensas, abrigando mais de 1000 pessoas. (Lembramos
que os estacionamentos também estão se tornando escassos,
em virtude de novos empreendimentos estarem sendo construidos em seus
lugares).
Podemos também dizer que este grande "Boom" ainda não terminou, pois
novos projetos estão sendo elaborados que irão fazer com que a Vila
se torne ainda mais atrativa, como são os projetos Continental
Square e Solar Alvorada, o 1º comercial e o 2º residencial.. querendo conhecer um
pouco desses projetos clique aqui (previsão para 2002/ 2003).
OBS.: Passasdo estes 3 anos os dois projetos
acima (Continental Square e Solar Alvorada) citados
já se encontram prontos, trazendo mais vida para a Vila Olímpia que
agora se prepara para ter um centro de lazer do Continental Square,
além de academia de ginástica Reebok.
Atualmente, não se consegue andar pelas ruas da Vila Olímpia sem se
deparar com um novo empreendimento, seja ele comercial, residencial
ou cultural.
Quando se fala na história do "Bairro Vila Olimpia", podemos
até afirmar que, na velocidade que as coisas andam por aqui, o dia de
hoje é a história de amanhã.
Os
Orgãos Públicos mostram sua preocupação com a Vila Olímpia e estão idealizando
projetos para dar a Vila Olímpia a estrutura que merece, tanto
do lado da Prefeitura Regional de Pinheiros, como da área de Segurança,
através dos CONSEGs Monções e Itaim em conjunto com as Polícias Militar
e Civil, que realizam batidas de surpresa procurando manter a ordem
e segurança que o bairro merece.